Mensalidade escolar: A conta que os pais precisam fazer

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28 / maio / 2026

8 minutos

Um novo estudo do Ministério da Educação (MEC) revelou um dado alarmante: mais de um terço dos professores brasileiros não domina o básico para dar aulas.

Diante desse cenário, a escolha da escola dos seus filhos ganha um peso ainda maior. No Grupo CERC, nós fazemos diferente, mas isso exige um investimento que vale a pena compreender.

Quem explica os impactos reais desses dados na educação é o Prof. Msc. Leandro Chamma, Diretor Geral do Grupo CERC.

O desafio de escolher a melhor escola no Rio de Janeiro

Existe uma cena que todo gestor escolar conhece bem: o pai que telefona perguntando se há algum desconto, ou a mãe que pesquisa a escola mais barata da região, comparando mensalidades como se estivesse escolhendo um produto na prateleira do supermercado.

É um movimento natural. O custo de vida é real, o orçamento familiar é finito e, muitas vezes, a educação acaba sendo tratada como uma despesa variável, e não como um investimento fixo.

Mas há uma conta invisível que raramente aparece nessa comparação de preços. E os dados divulgados recentemente pelo governo tornaram essa conta impossível de ignorar.

Prova nacional docente: O que dizem os dados do MEC?

A Prova Nacional Docente, popularmente chamada de “Enem dos professores”, avaliou 760.118 docentes em todo o país. O resultado é perturbador: 35% do total não conseguiu atingir sequer o nível básico de proficiência.

Em disciplinas exatas, a situação é ainda mais grave. Veja o panorama da taxa de não proficiência por disciplina entre os professores brasileiros:

O que está por trás desses números?

Esses profissionais são fruto de um sistema de formação que apresenta falhas estruturais:

  • 38% dos cursos de licenciatura presenciais no país receberam notas 1 ou 2 (as piores possíveis no conceito do MEC).
  • Nos cursos de formação à distância (EAD), o cenário é ainda mais alarmante: 60,5% obtiveram essas notas baixas e 53% de seus concluintes não são proficientes.

Aqui chegamos ao nó da questão: professores excelentes e bem formados são escassos. E a escassez, em qualquer mercado, dita o valor do profissional.

Escola barata vs. Escola de qualidade: O que deixa de ser pago?

No Grupo CERC, ao longo de quase 40 anos de história no Rio de Janeiro, aprendemos que a qualidade pedagógica não é um slogan de marketing. É uma escolha operacional que se repete todos os dias: em cada processo seletivo rigoroso, em cada treinamento e em cada avaliação interna.

Manter um corpo docente qualificado, coeso e motivado exige investimento contínuo. Esse investimento se reflete, sim, no valor da mensalidade escolar.

Se uma instituição de ensino cobra um valor muito abaixo do mercado, propomos que as famílias façam uma reflexão honesta: o que essa escola está deixando de pagar?

  • Está pagando menos aos professores?
  • Está contratando profissionais com formação mais frágil?
  • Está abrindo mão da formação continuada da equipe?
  • Está funcionando com turmas superlotadas e menos atenção individual?

Essas escolhas custam menos no bolso hoje, mas qual é o custo disso para o desenvolvimento do seu filho a longo prazo?

O risco invisível da desvalorização docente

O Brasil enfrenta um déficit estrutural de bons professores. Quando escolas de qualidade são pressionadas a reduzir custos drasticamente, elas perdem seus melhores talentos para o mercado.

Um professor excelente que se sente subvalorizado vai embora. Ele migra para empresas de tecnologia, cursos preparatórios, plataformas digitais ou escolas internacionais.

Quando esse profissional sai da sala de aula, ele não leva apenas a competência técnica. Ele leva embora o vínculo com os alunos, a memória institucional e o cuidado humano, elementos que nenhum material didático ou aplicativo consegue substituir.

O papel das famílias na escolha da escola ideal

Não pedimos que as famílias paguem a mensalidade sem questionar. Pedimos apenas que façam as perguntas certas na hora de avaliar a escola:

  1. Em vez de “Por que é tão caro?”, pergunte: “O que garante que o professor do meu filho domina o que está ensinando?”
  2. Em vez de “Há algum desconto?”, pergunte: “O que a escola está fazendo para reter os melhores professores do mercado?”

Quando você investe na mensalidade do CERC, está viabilizando uma estrutura que valoriza quem está na linha de frente. Está garantindo que o professor que conhece seu filho pelo nome, que percebe suas dificuldades individuais e que vai além do livro didático, continue motivado na sala de aula.

A educação de qualidade é cara porque as pessoas que a entregam são caras. E esse é, talvez, o sinal mais claro de que o sistema está funcionando.